O CEB é um dos clubes de montanhismo mais tradicionais e mais ativos do país. Fundado em 1919, é o mais antigo da América Latina. Com sede no Rio de Janeiro, promove várias atividades voltadas para o montanhismo que envolvem, entre outras, escaladas e cursos em diversos lugares do Brasil e eventualmente no exterior. Para comemoração dos seus 90 anos acontecerá uma festa no dia 7/11, sábado, para associados e convidados. A CURTLO é co-apoiadora do evento e parabeniza àqueles que, nesses anos todos, construíram a história do CEB.

Estande CURTLO cheio de novidades
A feira voltada exclusivamente ao setor ciclístico termina hoje e abre as portas para o todo público interessado em conhecer as novidades em acessórios, vestuário e bikes. Nos dias 26 e 27 a feira recebeu lojistas e representantes de todo o País.

CURTLO expõe seus lançamentos na linha de vestuário
No estande da CURTLO, a equipe de vendas está pronta para atender, dar informações ou tirar dúvidas sobre qualquer produto, além de apresentar ao mercado as novidades para 2010, que você saberá em breve. Aguarde!
Quem passa pelo estande e preenche um cupom está concorrendo a vários brindes surpresa. Hoje, a feira vai até as 21 horas, portanto se você está em Sampa, ainda dá tempo de visitá-la. Ah, e não deixe de passar no nosso estande, preencher o cupom e concorrer também.
Local: Shopping Frei Caneca – Centro de Convenções, 5° andar
Endereço: Rua Frei Caneca, 569 – Consolação

Nina se diverte no estande enquanto seus pais são atendidos

Largada da etapa de Caraguatatuba (Foto: Wladimir Togumi/Adventuremag)
A quarta etapa do circuito de corridas de aventura Adventure Camp aconteceu em Caraguatatuba nos dias 17 e 18 passados. Atletas profissionais, amadores e iniciantes reuniram-se para correr, pedalar e remar cercados pelas belas paisagens do litoral norte de São Paulo. Todos deram mais gás à participação por saberem que o próximo evento promovido por Zolino e sua equipe só acontecerá no início de 2010.
A equipe CURTLO/Lobo-Guará, nossa apoiada, ficou em quarto lugar na competição e fecha o ano após participar das provas mais importantes da modalidade no Brasil.
A CURTLO, co-patrocinadora do Adventure Camp, parabeniza todos os participantes e a organização das provas pelo sucesso em 2009 e espera fortalecer a parceria em 2010.
Transporte sua magrela – speed até 58 e mountain bike até 21 - com segurança e praticidade numa
Mala-Bike CURTLO, protegendo-a de arranhões e de batidas. Internamente, há espaços separados para quadro e componentes e para as rodas. As alças são reforçadas e acolchoadas para que o equipamento seja carregado a tiracolo.
O modelo 2010 tem como novidade a bolsa para transporte da mala quando ela não estiver em uso, o que faz com que tecido e silk fiquem mais protegidos. Saiba mais sobre esse produto clicando aqui e… boas pedaladas por aí.
Importante: quando levar sua Mala-Bike em viagens mantenha-a sempre na vertical e não empilhe nem coloque nada sobre ela.

Largada da canoagem na terceira prova de 2009 (Foto: Divulgação)
A última prova de corrida de aventura do circuito 2009 do Adventure Camp acontece dias 17 e 18 deste mês em Caraguatatuba. Aproveite muito essa etapa porque você certamente sentirá saudade até o começo da próxima temporada em 2010.
A CURTLO, apoiadora do evento, parabeniza os organizadores do circuito por mais um ano de sucesso e deseja boa prova a todos os participantes.
Para saber mais visite www.adventurecamp.com.br.
Essa é a única feira no Brasil totalmente voltada ao setor ciclístico (atacadistas e representantes). Nela, além de representantes de bikes, como Trek, Merida, Scott etc., fabricantes de roupas, acessórios e equipamentos para esse segmento também expõem suas novidades e recebem pessoas de todo o País para fazer bons negócios. São mais de 60 estandes, além de palestras técnicas todos os dias.
A CURTLO estará presente com suas linhas de vestuário e de equipamentos para o segmento. O evento acontece de 25 a 28/10/2009 no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo capital.
Para saber mais sobre a Bike Expo Brasil 2009 clique aqui.
Rodamos 5.889 km – Milo Garmin registrou tudo (o Garmin, como o TomTom, também
foi batizado depois desses dias de convivência ininterrupta; Milo vem de milhas). E quando escrevi que poderíamos ter ido de sul a norte do Brasil não estava brincando: do Oiapoque ao Chuí são 5.500 km em linha reta (a título de ilustração, a Belém-Brasília tem 2.500 km e a Transamazônica, 5.000 km). E também é verdade que o que vimos foi apenas um pedacinho do Brasil, este país tão diverso, tão lindo, tão maltratado, tão rico em belezas naturais e muitas vezes tão pouco valorizado nesses quesitos por tantos que nasceram aqui.
Vimos japoneses em Bonito e chineses no Pantanal mato-grossense, pessoas que cruzaram o planeta para ver um pouco do que temos de belo. Espero que nosso relato inspire outras pessoas a se aventurarem assim para vivenciar o que minhas palavras e minhas fotos passam minimamente. Ao vivo e a cores tudo é muito diferente, pois sentir é individual e muda tudo.

Entrada da Gruta do Lago Azul em Bonito
O encontro com as pessoas é sempre um ponto alto em todas as viagens e a hospitalidade por onde passamos foi incontestável. Fora de São Paulo é importante não ter pressa, o ritmo “lá fora” é outro. O jantar não sai no mesmo tempo que aqui nem o frentista tem aquela atitude de querer te despachar o mais rapidamente possível. Em todos os postos os vidros e os faróis foram lavados e na maioria deles o frentista quis checar óleo e água, mesmo quando havia outros clientes que, provavelmente, são tratados da mesma forma.
Algumas coisas não entendemos, como não ter uma placa em Poconé indicando a Transpantaneira – é preciso ir perguntando pelo caminho até chegar a ela –, mas no fim não precisamos mesmo entender tudo do nosso jeito. Tínhamos um plano, mas ele foi mudado em várias ocasiões e assim aproveitamos mais, aprendemos mais, como o encontro com a Lu naquele lugar tão distante chamado Indianópolis que nunca imaginamos que faria parte de nossas lembranças. Os moradores do lugar sabem bem mais do que os mapas e os aparelhos de GPS, por isso é sempre bom puxar assunto, perguntar sobre estradas e sobre o tempo.
Pela prática, recomendo que quem viaje leve cartões com bandeiras diferentes, dinheiro (pois muitos lugares não têm conexão com nada) e um talão de cheques . No mais, é ficar aberto às reflexões e às transformações internas que uma vivência assim pode trazer. Ver tanta destruição de matas para plantação de cana de açúcar me fez refletir se realmente ter carros a álcool para poluir menos faz sentido do que preservar a natureza, por exemplo.
Informações sobre fauna e flora do Pantanal e de outros lugares se encontram facilmente na internet, por isso optei por não falar sobre isso, mas sobre o que vivenciei e que ainda estou – e certamente assim ficarei por algum tempo – digerindo.
Ter uma pessoa afinada, tipo topa-tudo, para compartilhar uma aventura assim é fundamental. Um bom carro é imprescindível (no nosso caso a Palio Adventure foi “apenas” o máximo, perfeita para o que nos propusemos); não tivemos um pneu furado,

Portal na entrada de Poconé
uma chateação. Tecnologia, como GPS e celular, é um ótimo complemento – Milo Garmin (não deixe de levar pilhas extras se tiver um) e Lorrie TomTom foram superimportantes nessa expedição. Mapa rodoviário ajuda muito a visualizar o todo quando o GPS traça a rota e você pode escolher fazer de outra forma, como também aconteceu num ponto dessa expedição. Os limites de velocidade impostos pelo nosso governo são irracionais, por isso, infelizmente, não foi possível respeitá-los todo o tempo.
Equipamento fotográfico e de filmagem de qualidade é um must em viagens ao Pantanal. Não é possível chegar perto dos animais, por isso não dá para fazer boas fotos com câmeras com poucos recursos. No meu caso, até mesmo a lente 70×300 mm de minha Canon deixou a desejar em vários momentos. Nos planos agora está também investir para melhorar o que tenho. E nunca, nunca viaje sem bateria extra para seus equipamentos. Filmamos e fotografamos muito. O que compartilhei nos posts é uma porção ínfima do material que trouxe.
Enquanto voltávamos, em meio aos comentários sobre a expedição que estava sendo finalizada, os planos para a nova já começaram a despontar no horizonte. O Brasil é muito grande, há tanto para ser visto…
Espero que você tenha curtido o que compartilhei e, como disse anteriormente, que o(a)
inspire a também colocar os pés na estrada e a vivenciar sua aventura, independentemente do tamanho dela. Como costumo brincar, para algumas pessoas entrar num restaurante sozinhas é uma grande aventura. O importante é ir e, claro, voltar para contar como foi.
Para finalizar, gostaria de agradecer à CURTLO por seu apoio ao pedal na Transpantaneira, fornecendo as Malas-Bikes.
Obrigada e até a próxima!
Eles contribuíram muito para tornar nossa aventura mais segura, mais confortável e mais divertida

Eles ajudaram a tornar nossa expedição melhor
- Crocs – não viaje sem eles. Podem ser usados na água, na terra, na areia, no asfalto. Só não podem quando for caminhada em trilhas independentemente da distância
- Notebook – para descarregar fotos e filmes, editar, escrever, conectar à internet onde der
- Carro – a Palio Adventure foi tudo de bom
- Câmera e filmadora – para guardar lembranças mais vivas
- Mochilas e acessórios – 99% do que levamos era CURTLO, pois ter bons equipos fazem muita diferença
- Celular – para emergência, para dar notícias, para receber notícias e para entrar na internet em caso de necessidade
- GPS – levamos Lorrie TomTom e Milo Garmin, extremamente úteis e divertidos
17o e 18o dias – 31 de agosto e 1o de setembro – Por volta das 13h30 pegamos a estrada velha de Bonito, de terra, e cortamos caminho para continuarmos pela MS 267. Para fazer esse caminho é melhor ter um carro tipo Palio Adventure para cima, pois as condições são um pouco piores em comparação às outras estradas não pavimentadas
que pegamos. O movimento por ela é quase zero, cruzamos com apenas um carro. A paisagem é linda, porém, e fomos sem pressa. Por essa rodovia seguimos até Maracaju e de lá para Rio Brilhante. Antes de entrarmos na cidade paramos num posto Texaco para abastecermos e pagamos o litro de álcool mais caro de toda a viagem: R$ 1,86. Aliás, preço de combustível em Mato Grosso do Sul é salgado. Por outro lado, comi um dos pastéis mais gostosos em minha vida, feito pela sulista simpática que nos atendeu, mãe da proprietária do posto. É ela que gerencia e atende na lanchonete. Assim é a vida, tudo tem dois lados. O asfalto de Nova Alvorada do Sul (antes de Rio Brilhante) a Bataguassu, última cidade de Mato Grosso do Sul na divisa com o Estado de São Paulo, está deplorável, só buracos, um atrás do outro, o que mais uma vez atrasou nossa chegada a Presidente Epitácio, onde planejamos pernoitar.
Cruzamos as duas pontes que separam os dois Estados, sobre o rio Paraná e seu imenso lago, por volta das 20h30. Encontramos um hotel simples, por indicação do dono de um

Rio Paraná em Presidente Epitácio (SP)
posto de gasolina, onde jantamos. Antes de apagarmos, combinamos de ir até a orla ver o rio na manhã seguinte, último dia da expedição. Depois do café, com as mochilas acomodadas no porta-malas, fomos até a orla do rio Paraná. O volume de água desse rio faz com que pareça mar e àquela hora da manhã não havia ninguém por ali. Com o sol batendo suave, curtimos o visual, fotografamos, admiramos tudo aquilo, inclusive o tamanho das pontes, e depois seguimos viagem pela SP 270 (Raposo Tavares). Surpresa no posto de gasolina: o litro de álcool a R$ 1,29. Deu uma diferença na hora de pagar! Ainda tínhamos um bom pedaço de chão pela frente – 590 km –, mas as condições da rodovia agora eram outras, incomparáveis com o que encontramos fora daqui. Pedágios, sim, mas pagos com prazer para uma viagem mais segura e mais confortável. Falando neles, ao longo da Raposo há várias praças em construção, muita gente trabalhando, muita terra revirada.
Almoçamos no posto Palmital e no meio da tarde lanchamos num dos Castelinhos da Pamonha, na rodovia Castello Branco. Estacionamos de volta na garagem do prédio por volta das 16h depois de uma super bem-sucedida expedição de tantos quilômetros que poderíamos ter feito do Oiapoque ao Chuí. E mesmo assim, terminamos com a impressão de termos visto tão pouco…
Do 14o ao 17 o dias – 29 de agosto a 31 de agosto – Bonito recebe muito bem quem a

Rua principal e centro comercial de Bonito
visita, mas tudo o que se diz sobre esse lugar ainda é pouco, agora posso afirmar com competência. Não sobre a cidade especificamente, que não tem muito a oferecer além de alguns quarteirões com agências de turismo, pousadas, restaurantes, bares, sorveterias (tem uma filial do Delícias do Cerrado, com todas aqueles sabores que descrevi num dos posts de Barra do Garças) e lojas de souvenires, mas sobre a beleza natural em seus arredores. Certamente, há muito mais do que os três programas que fizemos, mas falarei apenas sobre eles, pois o restante ficará para ser contado em minha próxima visita a esse lugar que merece ser mais aproveitado. Nos locais que visitamos, a preservação chama a atenção do turismo, com abertura de trilhas ou construção de passarelas com preocupação de causar o mínimo impacto ambiental. Outro ponto positivo é que não se pode visitar nenhum dos locais sem guia credenciado, o que certamente garante a preservação da forma como está.
Encontramos nossos novos amigos, Suzanne e Paolo, que conhecemos no Passo do
Lontra. Almoçamos com os dois e levamos suas bagagens até a rodoviária para que não carregassem peso. Nos despedindo com os dois prometendo que no próximo ano virão para passar uns dias em Sampa para nos visitar e depois assistir ao desfile das campeãs do carnaval 2010 no Rio de Janeiro. Suzanne, que vive em Paris, e Paolo, que vive em Roma, afirmaram que farão a reserva do voo ao retornarem a seus países. Time will tell. Encontramos também os suíços Corinne e Nicolas, a quem esperamos aqui em Sampa dentro de alguns dias.

Cachoeira do rio do Peixe - observe a cor da água
A agência que nos atendeu (e muito bem, devo ressaltar) por indicação da Marjú, a Ygarapé, fica na principal (Coronel Pilad Rebuá, 1853). Pegamos o primeiro voucher na manhã do dia 30 e fomos fazer as cachoeiras do Rio do Peixe, numa fazenda a 34 km da saída da cidade (S 20o51′47.2″ / W 056o31′47.7″, 342 metros de altitude) com o mapa distribuído pelas agências não tem erro). No horário marcado, lá estávamos na fazenda, onde conhecemos o proprietário, senhor Moacir, e seus bichinhos de estimação: araras, tucanos e macacos, todos soltos.
Com o guia Amândio (quase meu xará), seguimos com o restante do grupo por passarelas que percorrem 1,7 km pela mata (3,4 km ida e volta), sem dificuldade técnica, enquanto ele nos contava sobre as árvores e seus poderes medicinais. Vimos o primeiro poço, de água verde-esmeralda, e fomos margeando o rio Olaria até que ele se encontrou com o rio do Peixe. Atravessamos os poços pela água cristalina para chegarmos até o final da passarela e começarmos a mergulhar. A temperatura era de 34oC e a água estava a 20oC! O primeiro contato causa impacto, mas depois eu não queria sair mais. No fim da trilha há uma formação rochosa, com água escorrendo por todos os lados, de onde se pode saltar 4 metros dentro de um poço muito fundo. Não fiz essa parte, mas assisti e fotografei algumas pessoas saltando. Melhor ficar brincando de hipopótamo nos poços.
A pureza da água do rio do Peixe é comprovada por fauna e flora que só aparecem quando o nível de poluição é zero. De volta à fazenda, fomos parando para mergulhar e curtir a natureza ímpar daquele lugar. Lá chegando, nos esperava o melhor almoço de toda a expedição. Só pratos frios eram 25, mais 10 pratos quentes, incluindo churrasco, e quase uma dezena de sobremesas. Em Bonito, o almoço depois desse passeio é famoso. Barriga cheia, brincadeira com os macacos e… rede para a sesta. Depois da soneca, uma trilha a pé que acaba com uma tirolesa e mais alguns mergulhos. Voltamos para Bonito cansadas, mas com corpo e alma lavados e alimentados.
À noite, jantamos no TaboaD+, na rua principal. Recomendo pintado grelhado com arroz!

Gruta do Lago Azul - difícil fotografar sem tripé com a pouca luz que entra, mas dá para se ter ideia de sua beleza
No dia seguinte foi a vez da Gruta do Lago Azul, a 19 km da saída da cidade. Depois da descoberta de vida em sua água cristalina (mas que fica com tom azulado, daí o nome) não há mais permissão para mergulhos, apenas para contemplação a distância. Para chegarmos até sua margem, andamos por uma trilha de 200 metros e descemos 300 metros por degraus de pedra, passando pela abertura da gruta pontilhada por estalagmites. É tudo lindo e de extrema fragilidade e, como comentei anteriormente, se não houvesse controle para visitação, talvez esse lugar só existisse hoje em fotografias.
Esse programa dura umas três horas e precisa ser feito. Uma observação, porém, que não ouvimos do guia, apenas como brincadeira: se você tem problema cardíaco ou é asmático, é melhor não fazer esse roteiro, pois se descemos 300 metros, precisamos retornar o mesmo tanto e é bastante íngreme. Não sei dizer se já houve problemas com alguém, mas pelo no ritmo que subimos realmente não é brincadeira.
Jantamos mais cedo para irmos à palestra do projeto Jiboia, que começa às 19h, idealizado e coordenado pelo “homem da cobra”, como é conhecido na cidade, Henrique Naufal. Seu objetivo é ajudar as pessoas a verem as cobras como necessárias ao meio
ambiente, para evitar a proliferação excessiva de roedores, fazendo com que passem a respeitá-las. Além da palestra a turistas, ele também trabalha em escolas locais com crianças acima de 11 anos para que não brinquem com cobras, mas não as matem. Henrique tem várias cobras não peçonhentas (jiboias e pítons), incluindo uma albina, como animais de estimação. Sua palestra foi bastante esclarecedora e foi muito legal ver quantas perguntas as pessoas tinham a respeito desse animal tão marginalizado. No final, pudemos tocar uma delas, fotografar e ser fotografados e também assistimos ao jantar de outra, que em minutos sufocou um ratinho que demorará no mínimo 15 dias para ser digerido. É a natureza seguindo seu curso. A sede do projeto Jiboia fica na Rua Nestor Fernandes, 610 (www.projetojiboia.com.br). O ingresso custa R$ 15,00 até dezembro deste ano.

O quê há para ser dito?
Finalmente (e tristemente), o último programa em Bonito: flutuação no Aquário Natural. Não dá para descrever a emoção quando coloquei o rosto, com máscara e snorkel, na água cristalina (mesmo!) do rio Baía Bonita, depois de passarmos pelo treinamento na piscina do complexo, vestida com macacão de neoprene e colete salva-vida. Juro, levei um susto por ver tanta beleza nos peixes, nas plantas e na areia borbulhante no fundo do poço. Por uns 15 minutos ficamos pra lá e pra cá nesse ponto inicial, com vários peixes piraputanga nadando ao redor. De repente, apareceu um dourado imenso, enquanto no fundo os peixinhos mato-grosso, de cor vermelha, iam de um lado pro outro.
Quando começamos a descer, acompanhando a correnteza, além dos piraputangas e de alguns dourados, vimos também muitos curimbatás. A água estava em 22oC e quando chegamos ao fim da flutuação, andamos por uma passarela até a tirolesa, de onde escorregamos pendurados e nos jogamos num poço lindo. De volta à recepção do complexo, vimos porcos-do-mato, cotias, macacos, jacarés e ouvimos o som de “corrida de Fórmula 1″ das pererecas num alagado.
Nosso guia nessa passeio, Rogério Alves, é superlegal e também é fã da CURTLO – um ponto a mais a favor dele. (rs) No fim, compramos o CD com fotos embaixo d’água (R$ 40,00) vários souvenires, almoçamos (nota 10 para o restaurante) e… bye, bye, Bonito, até a volta!
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IMPORTANTE: Nosso dinheiro acabou, mas na cidade encontramos apenas duas agências bancárias – uma do Banco do Brasil e outra do Bradesco – e não há caixas eletrônicos. Portanto, previna-se caso não tenha conta nesses bancos, como foi nosso caso. Apesar de o Banco do Brasil ser conectado ao sistema 24 Horas, não conseguimos sacar por ele. Fomos tentando saques no cartão de crédito, até que achamos um que deu certo.
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O hotel (www.piramiunahotel.com.br)
O Pirá Miúna é bonito, confortável e fica do lado do centro da cidade, onde tudo acontece. O ambiente é agradável, a área da piscina é ótima, o café da manhã é delicioso e recepcionistas e demais auxiliares são muito atenciosos. O serviço de bar e restaurante, que funciona até as 22h, é muito bom também. Visite o site e veja sua infra-estrutura.
13o dia – 29 de agosto – Mais um dia de sol e de calor e a Palio Adventure seguia firme e suavemente pela Estrada Parque do Pantanal em direção a Corumbá. O desempenho desse carro no asfalto e na terra daria um capítulo à parte. Nota 10!
Marjú havia nos dito que a partir do km 35 (ponte 42) veríamos mais bichos porque, com mais proximidade do rio Paraguai, havia mais pontos alagados e onde há água, há vida. Dito e feito! Num deles havia uma população de jacarés como não vimos em lugar algum,

Além desse dois, vimos mais oito veadinhos
formando “ilhas” desse réptil. Parece muito, mas não nos cansamos de vê-los onde quer que estivessem. No mesmo lago, capivaras, cavalos, tuiuiús e outras aves pareciam conviver pacificamente. Como comentei no post sobre o Pantanal do Mato Grosso, por essas razões a viagem tem de ser feita sem pressa porque há muito o que se ver. Na ponte 43, outra parada. E assim foi.
A partir do km 40 não há mais areia na estrada, mas cascalho avermelhado. No km 42, na curva do leque, segue-se em direção ao porto da Manga e não de Nhecolândia. A estrada é boa o tempo todo e vazia.
Nessa parte dela, vimos vaqueiros tocando uma boiada e muitos veadinhos, além de umas aves diferentes e os tradicionais jacarés.
No km 66 (S 19o15′35.8″ / W 057o13′59.5″ / 94 metros de altitude) fica o porto da Manga, de onde se atravessa o rio Paraguai de balsa (das 6h às 18h). Quando descemos do carro para nos informar sobre a travessia, o balseiro nos avisou que estavam trocando um eixo do motor e que deveríamos esperar. Deu um frio na barriga pensar que talvez tivéssemos de voltar todo o caminho caso o conserto não desse certo. Enquanto esperávamos, fizemos algumas fotos,

Balsa no porto da Manga para travessia do rio Paraguai
compramos guaraná Xereta no único estabelecimento desse lado do rio, conversamos um pouco com seu dono e o sol estava de rachar – 36oC. Melhor esperar embaixo de uma árvore do lado do bar.
Minutos mais tarde e muitas acelerações depois, fomos chamadas para colocar o carro na balsa. Preço da travessia, R$ 20,00; tempo: 3 minutos. A água desce suave, levando muitos aguapés, mas o barulho do motor é ensurdecedor.
Como eram 12h30, resolvemos almoçar por ali mesmo, pois ainda tínhamos 52 km até Corumbá, 45 deles na estrada de terra. Porto da Manga é uma vila com meia dúzia de casas que pelo jeito é frequentada exclusivamente por pescadores. A única opção para acomodação e refeição é o Hotel Sonetur, onde almoçamos, mas foi uma facada: buffet a R$ 25,00 por pessoa com poucas opções e pratos de aparência pouco convidativa. De qualquer forma, como sabíamos que em Corumbá não teríamos muitas opções, a exemplo de Barra do Garças, encaramos o que tínhamos disponível. O visual do deck onde ficamos é show de bola e pedimos para comer ali e não no salão, o que nos deu algum consolo. Importante: esse lugar é isolado e não aceita cartões de crédito. Tivemos de pedir autorização ao proprietário para pagarmos com cheque, pois não tínhamos o suficiente.
De volta à estrada, 27 km antes de Corumbá cruzamos a serra do Urucum, com altitude

Ponte e paisagem na Estrada Parque do Pantanal
máxima de 384 metros – havíamos saído de 94 metros no rio Paraguai. Nessa parte a vegetação está bem preservada, diferentemente da maior parte da estrada, cercada por fazendas.
120 km e 74 pontes de madeira depois entramos em Corumbá, que faz divisa com o Paraguai. Do porto, vê-se o rio, que é muito bonito fica largo nesse ponto enquanto banha as margens da cidade. Não buscamos por atrativos além do porto. A cidade não é bonita nem aconchegante por onde andamos. De
qualquer forma, “vimos” Corumbá por alguns minutos e de lá nosso destino seria Bonito, última etapa da expedição.
Fora de São Paulo, o único pedágio que pagamos foi antes da ponte sobre o rio Paraguai, na saída da cidade – R$ 5,00. Ela é longa, com uma elevação no meio, e dela se tem uma bela vista do rio. Adiós, Corumbá e rio Paraguai, Bonito espera por nós. Na BR 262, novamente os trechos de reforma com espera de tempo variável, o que atrasou nosso cálculo inicial.

Ponte sobre o rio Paraguai na saída de Corumbá
Antes de Miranda, por orientação da Marjú, saímos da 262 sentido Bodoquena, de onde seguiríamos para Bonito em estrada de terra. A noite já tinha caído a essa altura e depois de passarmos pelo centro da cidade, onde precisamos nos informar sobre a direção correta, seguimos até nosso destino, 70 km depois (do Passo do Lontra a Bonito: 340 km). Apesar de ser de terra, a estrada é bem-conservada e com pouco movimento, por isso não tivemos problemas de cortar caminho por ela. Como mais um presente, o céu não tinha mais lugar para tantas estrelas. Uma ótima maneira de Bonito nos dar boas-vindas.